Histórico da UFMT/Campus de Rondonópolis

O Campus Universitário de Rondonópolis (CUR) foi criado e homologado em 31 de março de 1976, mediante a Resolução nº. 01/76 do Conselho Universitário da então Universidade Estadual de Mato Grosso, muito embora a Lei Estadual nº. 3.575, de 02 de dezembro de 1974, já autorizasse a sua criação como Centro Pedagógico de Rondonópolis (CPR), oferecendo simultaneamente os cursos de Ciências e Estudos Sociais, na forma de Licenciatura Curta, quando iniciou suas atividades em maio de 1976.


Com a divisão do Estado em 1977, deu-se a abertura do processo de federalização do Centro, integrando-o à Universidade Federal de Mato Grosso, uma vez que o município de Rondonópolis passava a pertencer ao Estado de Mato Grosso, na ocasião sendo dividido em duas Unidades Federativas. Posteriormente, em 05 de julho de 1979, foi instituída a Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, mediante a Lei Federal nº. 6.674 que, em seu artigo 13, transferiu para a Universidade Federal de Mato Grosso a responsabilidade pelo Centro Pedagógico de Rondonópolis.


Por meio do ato do Conselho Diretor nº. 05/80, datado de 09 de janeiro de 1980, e com a lotação no quadro de pessoal administrativo (Portaria GR 016/80) e docente (Portaria GR 015/80) dos servidores, o Centro Pedagógico de Rondonópolis integrou-se à estrutura da Universidade Federal de Mato Grosso. Esta integração evidenciou a necessidade de uma nova adequação à estrutura organizacional da UFMT.
As demandas da comunidade local e a necessidade de expansão da própria Universidade aceleraram a política de interiorização, com base em diretrizes pré-estabelecidas e ratificadas pela Resolução CD nº. 04/80, de 08 de maio de 1980, que aprovou a estrutura organizacional do Centro e definiu normas sobre os cursos. Dessa forma, procedeu-se aos estudos para a elaboração do projeto de criação de novos cursos já no segundo semestre do mesmo ano.


Tais estudos permitiram a opção por três cursos de graduação a serem oferecidos já no primeiro semestre do ano subseqüente, a saber: Ciências Contábeis, Letras (com habilitação em Português e Literatura de Língua Portuguesa) e Pedagogia (com habilitações em Supervisão Escolar e Magistério das Matérias Pedagógicas do Segundo Grau).
É oportuno ressaltar que, desde a sua criação, os dois primeiros cursos funcionavam, inicialmente, em algumas salas de aula da Escola Estadual Adolfo Augusto de Moraes e no Salão Paroquial da Igreja Santa Cruz e, posteriormente, na Escola Estadual de 1º e 2º Graus Joaquim Nunes Rocha. Já o curso de Ciências Contábeis encontrou lugar no prédio da APAE. A criação de novos cursos provocou a exigência da construção de uma sede própria para o Centro, ocorrendo, em abril de 1983, a inauguração da primeira etapa do prédio e a transferência dos cursos existentes para as novas instalações, com exceção dos cursos de Ciências Contábeis e Ciências, que ainda continuaram funcionando no prédio da APAE.


Em 1986, foram implantados os cursos de História e Geografia, extinguindo-se, assim, o curso de Estudos Sociais; em 1988, os cursos de Matemática e Biologia substituíram o de Ciências.
Com a Resolução CD nº. 27, de 12 de fevereiro de 1992, que dispõe sobre a reorganização administrativa da UFMT, foi criado o Conselho Administrativo dos Institutos de Rondonópolis (CADIR). Sendo assim, passaram a funcionar, neste Campus, os Institutos de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) e de Ciências Exatas e Naturais (ICEN), os quais passaram a congregar todos os cursos aqui existentes.


O projeto de expansão adotado pelo então Centro Pedagógico de Rondonópolis, por meio do projeto UNESTADO, dava seqüência ao processo de interiorização iniciado pela UFMT em 1979, mas apenas iniciada neste Campus a partir de 1989. Tratava-se de um projeto extensionista, com a realização de cursos de atualização em fundamentos didático-pedagógicos para professores da Rede Pública de ensino dos municípios de Pedra Preta, Jaciara, Juscimeira, Poxoréu e Guiratinga.
Esta proposta de interiorização teve continuidade com a oferta da Licenciatura Parcelada em Pedagogia a uma turma de graduandos, na cidade de Guiratinga, levada a efeito nos anos de 1995 a 1998. Também em 1995, foi dado início ao curso de Bacharelado em Ciências Contábeis no município de Primavera do Leste, abrindo-se vagas, via Exame Vestibular, a 80 alunos daquela região.


Em 1996, os cursos de Pedagogia e Letras, cujas aulas ocorreram no próprio Campus, atenderam a 180 alunos, na modalidade de licenciaturas parceladas, com demandas advindas dos municípios de Alto Taquari, Campo Verde, Guiratinga, Jaciara, Juscimeira, Paranatinga, Pedra Preta, Poxoréu, Primavera do Leste, São José do Povo e Tesouro.
Já em 1998, foi criada uma turma especial do curso de Bacharelado em Ciência da Computação, oferecido pelo Instituto de Ciências Exatas e da Terra/UFMT. As aulas deste curso também ocorreram neste Campus.


Alargando o cumprimento de sua função social e atuando como parte contribuinte, não apenas na produção, mas também na socialização do saber por intermédio de formas de convivência, o Campus passou a oferecer e sediar, desde 1993, o Programa Universidade Aberta à Terceira Idade, que, com vários anos de funcionamento, já acolheu a centenas de pessoas dessa faixa etária.
Em sintonia com o processo de abertura política que o país principiou a viver, a partir de 1984, pela primeira vez, o Campus pôde eleger seus representantes para integrarem os Conselhos da Universidade: CONSUNI, CONSEPE e CPPD.


Com o passar do tempo foi possível uma expansão moderada do espaço físico e administrativo do Campus, dada com a implantação de laboratórios, do centro meteorológico e do anfiteatro, a introdução do sistema de bolsas de auxílio aos alunos e a expansão para o fortalecimento das organizações estudantis. A esse processo de expansão, soma-se a inauguração do prédio da Biblioteca Regional, ocorrida em 1996. No ano de 2000, o Campus conseguiu mais uma conquista, a criação do Curso de Biblioteconomia e a autorização para funcionamento do Curso de Licenciatura Plena em Informática.


Seguindo essa política de expansão, em 2002, foi criado o curso de Zootecnia, com o intuito de formar técnicos de nível superior capacitados para atuar junto aos sistemas produtivos, à pesquisa, ensino e extensão zootécnica, visando ao aumento da produtividade animal da mesorregião.


Apesar das dificuldades geradas pela falta de contratação de professores e de corpo técnico-administrativo, resultando em sobrecarga de trabalho, pela escassez de recursos materiais e pela falta de espaço físico, o Campus de Rondonópolis ampliou seus cursos, tendo em vista o crescimento e o desenvolvimento da mesorregião. Nessa perspectiva, em 2003, foi criado o curso de Psicologia, vinculado ao Departamento de Educação.


Assim, até 2005, com a expansão conquistada no decorrer de sua existência, o Campus de Rondonópolis oferecia ensino de graduação em Biblioteconomia, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia, Psicologia, Licenciatura em Informática e Zootecnia. Somou-se a estes cursos o de Enfermagem, oferecido a uma única turma especial, a partir de 2003, sob a coordenação da sede.


Também sob o regime de turmas especiais, em 2004, encontravam-se em funcionamento mais seis turmas, sendo duas em Primavera do Leste (História e Biologia) e quatro em Campo Verde (Letras, Geografia, Biologia e Ciências Contábeis).


No dia 23 de setembro de 2005, em visita histórica de representante do MEC a Rondonópolis, foi anunciado o mais ousado Plano de Expansão e Consolidação do Campus local. Nessa ocasião, os docentes e os técnico-administrativos apresentaram ao professor Dr. Manuel Palácios – na época, diretor do Departamento de Desenvolvimento da Educação Superior do MEC – um plano estratégico objetivando participar do processo de consolidação e de expansão proposto pelo Governo Federal. No projeto foram registradas necessidades como criação de novos cursos; consolidação dos já existentes; efetivação de corpo técnico e docente; ampliação e reforma da área construída; aquisição de diversos tipos de equipamentos, de livros, bem como de material permanente e de consumo; transformação do Campus em Universidade Autônoma em relação à UFMT.


Como resultado dessa visita e em atendimento aos anseios da sociedade rondonopolitana, expressos em pesquisa aplicada junto aos jovens secundaristas, foi indicada a implantação dos cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Agrícola e Ambiental, e Enfermagem. O MEC aprovou a proposta e a construção de um prédio, recentemente entregue pela empresa construtora, para abrigar salas de aula e laboratórios para atender aos novos cursos propostos e aqueles da consolidação (Biblioteconomia, Licenciatura em Informática, Psicologia e Zootecnia). Os três novos cursos tiveram início em agosto de 2006.


Nesse mesmo ano, foi implantada uma turma do curso de Administração de Empresas, na modalidade de Ensino à Distância, resultante de convênio estabelecido com o Banco do Brasil. A coordenação é feita pela sede e conta com a colaboração do Departamento de Ciências Contábeis local.
Também no ano de 2006, mas com a primeira turma ingressando em 2007, foi criado um novo curso de Letras, desta feita com Habilitação em Língua e Literaturas de Língua Inglesa. Desta forma, o Campus contempla atualmente dois cursos diferentes de Letras, com suas respectivas habilitações.


Esse aumento de oferta de cursos e vagas não seria possível sem que houvesse a ampliação do espaço físico disponível. Assim, após empenho ininterrupto da administração local e da sede, foi concluído e entregue um conjunto arquitetônico de três prédios, onde encontram-se instalados os cursos de Psicologia, de Enfermagem (turmas especial e regular) e Engenharia Agrícola e Ambiental. Esta obra é resultado de projeto específico firmado com o Governo do Estado de Mato Grosso.


Em 2007, consoante o Programa de Expansão e Consolidação do Governo Federal, também houve investimento na construção civil. Além da edificação do já citado bloco de salas de aula e laboratórios, teve início a ampliação do prédio que abriga a Biblioteca Regional e a construção do Restaurante Universitário.
Em suma, o oferecimento de 17 cursos regulares e especiais é resultado do anseio da comunidade local pela expansão do ensino superior na região. O ensino público, gratuito e de boa qualidade tem sido objeto de luta acadêmica, configurando-se como uma das marcas deste Campus que, por meio da ação de professores, administradores, corpo técnico-administrativo e estudantes, é concebido como referência na formação de profissionais e na produção do conhecimento no Estado de Mato Grosso, especialmente, na região de Rondonópolis. Contudo, apesar dos avanços observados desde a sua criação, é necessário que novos instrumentos de ação administrativa sejam levados a efeito, considerando-se os projetos do Campus, no intuito de direcionar os recursos de maneira adequada e efetiva.

É oportuno enfatizar que, no Campus local, dois de seus Departamentos – Geografia e Educação – já se mobilizaram no intuito de propor a criação de cursos de pós-graduação stricto sensu, em nível de mestrado. A busca da capacitação, em nível de doutorado, pelos professores dos diversos Departamentos e Cursos apontam a possibilidade de criação de cursos stricto sensu em outras áreas.

Fonte: Projeto de Criação e Implantação da Universidade Federal de Rondonópolis

 


 

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